Da primeira notícia às notas do treinador: dez momentos memoráveis de Ronaldo antes de marcar o primeiro dos dez golos por Portugal

Como Cristiano se fez jogador, da Madeira a Lisboa

Antes do nascimento da minha filha Ema, em outubro de 2020, devorava Netflix de manhã à noite para ocupar o tempo do confinamento. Havia um documentário sobre o atentado a um candidato presidencial no México. Ou na Colômbia? Seja como for, o slogan popular nas intervenções desse senhor pelo país inteiro ficou-me na cabeça:

“Se ve, se siente, X está presente!”

Quando a Ema nasceu, quase às duas da manhã, tirei-lhe uma fotografia com o gorro da CUF e enviei por WhatsApp para todos os meus amigos com a frase:

“Se ve, se siente, Ema está presente!”

Cinco anos depois, e cinco golos depois de Portugal ao Uzbequistão, a frase passa a ser:

“Se ve, se siente, Ronaldo está presente!”

Com um bis na primeira parte, Cristiano Ronaldo alcança finalmente um dos recordes nacionais mais difíceis de superar: ultrapassar Eusébio em golos marcados em Campeonatos do Mundo.

Posto isto, nota dez para Cristiano. E eis os dez momentos selecionados como os mais memoráveis.

7 de julho de 1997

Está referenciado, só falta a assinatura.

Quando a ilha da Madeira recebeu os juniores treinados por Carlos Pereira, o irmão deste, Aurélio Pereira, acompanhou-o para reunir com a família de Cristiano no Hotel Infante Dom Henrique, no centro do Funchal.

“Falámos, jantámos e assinámos. Foi no dia 7 de junho de 1997. Lá está o sete. Ele só perguntava: ‘Onde está a caneta, onde está a caneta?’. Já aí mostrava ser um miúdo com olho vivo e pé ligeiro.

Foi agradável e útil conhecer os alicerces do Ronaldo. Nunca me esquecerei dos olhinhos dele, a brilhar intensamente, ao lado da mãe, Dolores Aveiro — que é uma sportinguista dos sete costados. O pai também estava, e até bebemos uma poncha.”

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