Yan Diomandé em carta à irmã: «Desde que morreste, sinto-me completamente vazio»
Jovem extremo costa-marfinense disputa o primeiro Mundial da carreira

Yan Diomandé, extremo do RB Leipzig, está nos Estados Unidos a representar a Costa do Marfim no Mundial de 2026.
O jogador de apenas 19 anos recorreu ao The Players’ Tribune, uma plataforma digital onde atletas profissionais partilham histórias pessoais, para homenagear a sua irmã Roxane, que morreu quando tinha 15 anos.
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Yan recordou as suas origens em Abidjan, centro económico do país africano, a infância, o primeiro clube onde jogou e os sonhos.
O extremo do emblema germânico mudou-se para os Estados Unidos aos 15 anos para estudar.
Depois de realizar treinos de captação no país americano e um pouco por toda a Europa, não conseguiu ficar em nenhum clube e regressou à Costa do Marfim. No entanto, sempre teve o apoio da irmã:
«Foste a única pessoa que nunca deixou de acreditar em mim. Umas semanas depois assinei com o Leganés e chorámos.»
O pior estava por vir. Após assinar pelo emblema espanhol, Roxane acabaria por falecer, com apenas 15 anos, vítima de um envenenamento numa festa.
«Isso foi quando eu ainda tinha emoções. Agora não sinto nada. Desde que morreste, sinto-me completamente vazio.»
O jogador não escondeu a dor que continua a sentir até aos dias de hoje e garantiu que o seu nome não será esquecido:
«Escrevi isto porque não consigo falar sobre isso. Escrevi isto, porque quero que saibas que irei garantir que continuas a viver. Irei garantir que todos saibam o teu nome. O mundo inteiro.»
Num momento de reflexão, Yan afirmou que não se interessa pelo dinheiro, pelos carros de luxo ou pelas mansões.
«Só quero dedicar-me totalmente ao futebol. Tudo para mostrar ao mundo que a minha irmã estava certa.»
No fim da carta, deixa uma garantia a Roxane:
«Irei provar que estavas certa, ou morrerei a tentar.»
De recordar que a Costa do Marfim venceu o primeiro jogo do Mundial diante do Equador (1-0), e partilha a liderança do Grupo E com a Alemanha.



