SERNIC deixará de ser tutelado pelo Ministério do Interior, passando a responder diretamente ao Ministério Público de Moçambique.

A decisão foi anunciada oficialmente durante uma sessão do Conselho de Ministros. Com a mudança, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) ganha nova posição institucional.

A medida é vista como estratégica. De acordo com fontes governamentais, o objetivo é garantir maior independência e transparência nas investigações conduzidas pelo órgão.

Além disso, a nova configuração pode reduzir interferências políticas em processos sensíveis. A sociedade civil também já se pronunciou de forma positiva.

Segundo especialistas, ao responder ao Ministério Público, o SERNIC poderá atuar com mais autonomia técnica. Antes, seu vínculo direto com o Ministério do Interior gerava críticas constantes.

Tutela da Sernic

O porta-voz do governo explicou que a tutela pelo Ministério Público seguirá os moldes internacionais. Diversos países adotam esse modelo para reforçar a imparcialidade de suas polícias investigativas.

No entanto, a transição não será imediata.

Enquanto isso, o Ministério do Interior continuará a garantir suporte logístico durante o período de transição. A expectativa é que, até o final do ano, a mudança esteja completamente concluída.

Analistas políticos apontam que essa decisão está alinhada com reformas de justiça e segurança pública em curso no país. Trata-se de um passo significativo.

A frase-chave “Ministério Público” aparece repetidamente no debate, sinalizando o foco em fortalecer o sistema judicial de Moçambique.

Além da independência, espera-se também maior eficiência na resolução de crimes complexos. Casos de corrupção, tráfico e homicídios podem ganhar celeridade com a nova gestão.

Do ponto de vista constitucional, a medida respeita o princípio da separação de poderes. O Ministério Público tem autonomia reconhecida pela Constituição.

Por isso, defensores da proposta argumentam que o novo modelo permitirá maior controle social e institucional sobre a atuação do SERNIC.

Na prática, a sociedade espera resultados. A população deseja investigações mais rápidas, relatórios conclusivos e menos suspeitas de manipulação política.

Apesar disso, há quem critique a medida. Alguns setores temem que o Ministério Público não esteja suficientemente estruturado para assumir a nova responsabilidade.

Entretanto, o governo garantiu que haverá investimentos para fortalecer a Procuradoria-Geral da República. Capacitação técnica, infraestrutura e novas contratações estão no plano.

Para o futuro, o desafio será equilibrar autonomia com responsabilidade institucional. A mudança é relevante, mas sua eficácia dependerá da implementação correta.

Assim, o SERNIC entra numa nova fase, com promessas de independência, eficiência e maior confiança pública em seu trabalho investigativo.

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