Árbitros avançam contra Pedro Proença e decisão pode acabar por prejudicar o FC Porto

Os árbitros do futebol profissional decidiram não participar na primeira ação de reciclagem e avaliação promovida pelo Conselho de Arbitragem da FPF e admitem avançar para um boicote à Supertaça Cândido de Oliveira. A decisão surge após a divulgação de áudios em que Pedro Proença critica a arbitragem portuguesa.

Os juízes exigem um pedido público de desculpas do presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Pedro Proença já terá contactado alguns árbitros, mostrando disponibilidade para se deslocar a Tomar e prestar esclarecimentos.

Em comunicado, os árbitros justificaram a ausência por considerarem que “não estão reunidas as condições necessárias para o arranque dos trabalhos”, face aos acontecimentos recentes que envolvem a arbitragem nacional.

A ação de formação decorre até domingo, em Tomar, e é obrigatória para os árbitros profissionais, servindo para atualizar e avaliar as suas capacidades físicas, técnicas e teóricas. Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem, deverá marcar presença durante a tarde.

A polémica acontece a poucos dias do arranque da nova época e da disputa da Supertaça, marcada para sábado, em Coimbra, entre FC Porto e Torreense, encontro que será dirigido por André Narciso.

Os áudios, gravados em 2024, mostram Pedro Proença a criticar o nível da arbitragem portuguesa, a referir processos judiciais do Benfica e a fazer comentários sobre José Fontelas Gomes. Na quarta-feira, o presidente da FPF classificou a divulgação das gravações como “ilegal e imoral”, alegando que se tratam de conversas privadas, retiradas do contexto, e admitiu recorrer aos meios legais contra os responsáveis pela sua divulgação.

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