Érica e Mariana foram projetadas após carro cair de viaduto na A4

As duas jovens que morreram num violento acidente na madrugada de quinta-feira, na A4, em S. Mamede de Infesta, Matosinhos, foram projetadas da viatura durante o voo do automóvel em despiste. Os corpos de Érica Pinho, 20 anos, e Mariana Filipa, de 16, estavam caídos na berma da autoestrada, no sentido Valongo-Matosinhos. No entanto, o carro só ficou imobilizado a vários metros dos cadáveres, no meio do separador central, após embater num dos pilares do viaduto, local onde ardeu, e de onde escaparam com vida os dois homens, que seguiam nos bancos da frente: o condutor de 29 anos, e o ‘pendura’, de 18. No meio dos corpos das duas vítimas mortais ficou um poste de iluminação pública, que foi arrancado pela violência do acidente.

Certo é que o condutor do BMW – que permanece internado no hospital de Santo António, no Porto, com costelas partidas -, poderia estar a cometer um crime ao conduzir aquela viatura de matrícula francesa. Apenas o poderia fazer se o mesmo tivesse chegado há pouco tempo a Portugal – e o automóvel estivesse em processo de legalização. No nosso país, os carros de matrícula estrangeira só podem ser conduzidos pelos proprietários ou familiares diretos (fora do processo de legalização).

O acidente foi muito violento. O carro entrou em despiste numa rotunda – a qual fez sempre em frente -, ao sair da rua Santos Dias. Abalroou uma árvore, derrubou duas vedações e voou até à A4, tendo derrubado um poste quando estava no ar. A PSP investiga o acidente mortal. Mariana e Érica residiam na zona de Valongo.

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