Demissão de Duarte Gomes gera polémica na arbitragem e FPF já reagiu com medidas

A Federação Portuguesa de Futebol avançou com a remessa de um caso relacionado com a arbitragem para o Ministério Público, na sequência de factos associados à saída de Duarte Gomes do cargo de diretor técnico nacional.

Em causa está uma alegada rutura entre o antigo responsável e o presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, bem como suspeitas relacionadas com as nomeações de árbitros para jogos. Segundo informação recolhida pelo Jornal de Notícias, estão a ser analisados possíveis indícios de irregularidades neste processo.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, a FPF refere que teve conhecimento, no dia 26 de junho de 2026, de uma participação formal enviada por Luciano Gonçalves ao Conselho de Justiça, relativa aos motivos apresentados por Duarte Gomes para a sua demissão. Perante esses elementos, os presidentes dos vários órgãos sociais da federação — Direção, Mesa da Assembleia Geral, Conselho de Justiça, Conselho de Disciplina e Conselho Fiscal — decidiram encaminhar de imediato os factos ao Ministério Público, ao abrigo do Regime Jurídico da Integridade do Desporto.

O organismo federativo sublinha que esta decisão cumpre o enquadramento legal em vigor e que os órgãos competentes aguardam agora as conclusões das entidades responsáveis pela investigação, defendendo que o processo deve ser tratado com a celeridade necessária.

Em paralelo, o Conselho de Justiça irá reunir-se ainda hoje para apreciar a participação disciplinar remetida pelo presidente do Conselho de Arbitragem.

Recorde-se que Duarte Gomes deixou recentemente o cargo de diretor técnico da arbitragem da FPF, tendo comunicado a saída através de um email enviado aos árbitros, sem detalhar as razões da decisão.

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