Surge notícia sobre Francisca Laranjo, filha da jornalista Tânia Laranjo
Filha de Tânia Laranjo responde a críticas de jornalista da RTP após direto sobre incêndio em Vouzela

Francisca Laranjo, filha da jornalista Tânia Laranjo, respondeu publicamente às críticas feitas por Daniela Santos, jornalista da RTP, depois de uma reportagem em direto sobre o incêndio em Vouzela. A troca de palavras gerou polémica em torno da forma como os jornalistas devem cobrir situações de emergência.
A jovem jornalista, de 25 anos, foi criticada pela forma como conduziu um direto a partir do local do incêndio. Daniela Santos considerou que a intervenção não apresentou informação suficiente e questionou o papel do jornalismo em cenários desta natureza.
Jornalista da RTP critica direto de Francisca Laranjo
Nas redes sociais, Daniela Santos comentou a transmissão e afirmou ter visto um direto com cerca de dez minutos durante o qual, na sua opinião, foram dadas poucas informações concretas.
«Fazer Jornalismo não é isto», escreveu a jornalista, defendendo que a cobertura de incêndios deve incluir trabalho de preparação, informação útil e conteúdos que contribuam para a prevenção.
Daniela Santos criticou ainda aquilo que considera ser uma tendência para privilegiar imagens e transmissões prolongadas em cenários de emergência, em vez de dar prioridade à informação relevante para o público e ao trabalho das equipas no terreno.
No final da publicação, deixou uma crítica contundente ao que classificou como «jornalismo sensacionalista».
Francisca Laranjo responde e lamenta falta de camaradagem
Francisca Laranjo não deixou as declarações sem resposta. A jovem jornalista reconheceu que poderia ter demonstrado nervosismo e preocupação durante a transmissão, mas lamentou a forma como foi criticada publicamente.
«Lamento se achou que estava nervosa demais, preocupada e assustada. Lamento as minhas emoções como uma miúda de 25 anos», escreveu.
A jornalista acrescentou que, acima de tudo, lamentava aquilo que considerou ser uma falta de solidariedade entre colegas de profissão.
«Mas lamento, acima de tudo, a falta de camaradagem. Um beijinho», concluiu.
Debate sobre a cobertura jornalística de incêndios
A troca de declarações voltou a colocar em discussão a forma como os meios de comunicação acompanham incêndios e outras situações de emergência.
Enquanto Daniela Santos defende uma abordagem mais centrada na informação prática, na prevenção e na utilidade pública, a resposta de Francisca Laranjo chama a atenção para a forma como as críticas profissionais são feitas e para a importância da solidariedade entre jornalistas.
O episódio evidencia o debate sobre o equilíbrio entre a presença no terreno, a transmissão de imagens em tempo real e a obrigação de fornecer informação rigorosa e relevante, sobretudo em situações que podem colocar pessoas e comunidades em perigo.






















