Diogo Costa deixa futuro no FC Porto em aberto: “Sou feliz, mas…”

Diogo Costa concedeu, esta quinta-feira, uma entrevista à RTP, na qual recusou garantir que irá permanecer ao serviço do FC Porto, numa altura em que continua a ser associado ao interesse de alguns dos maiores clubes do futebol europeu, como é o caso de Chelsea, Paris Saint-Germain ou Bayern Munique.
“Sou muito feliz aqui, quero muito continuar a ganhar títulos pelo FC Porto, mas todos sabemos como é a vida de um jogador profissional. É algo que não posso prometer, o que posso prometer é trabalho e compromisso, tem sido sempre assim desde que comecei a jogar na equipa principal”, começou por afirmar.
“Essa pergunta é sempre ‘titular’… Já sou associado à saída deste clube há algum tempo, mas, tal como tenho feito até agora, o que posso dizer é que sou muito feliz aqui e, enquanto cá estiver, serei sempre o mesmo jogador e a mesma pessoa”, acrescentou o guarda-redes, que, recorde-se, tem contrato válido até junho de 2030.
“Fui treinado para jogar numa equipa grande”
O internacional português virou, de seguida, todas as baterias para o tão aguardado embate da Supertaça Cândido de Oliveira, que irá colocar, frente a frente, os campeões nacionais em título e o detentor da Taça de Portugal, o Torreense, a partir das 20h15 (hora de Portugal Continental) do próximo sábado, no Estádio Cidade de Coimbra.
“Obviamente, o aspeto da concentração terá de ser muito elevado. Sendo um jogador do FC Porto, da casa, acho que desde pequeno sempre fui treinado para isso mesmo, para jogar numa equipa grande. É algo que já faz parte do dia a dia, já é um hábito ter de me preparar para esse tipo de intervenções onde, se calhar, só terei de fazer uma, mas terá de ser muito importante ou muito difícil”, apontou.
“Nós queremos aumentar os nossos padrões em termos de identidade. Iremos fazer tudo o que fizemos no ano passado, mas queremos melhorar em todos os aspetos como equipa e como clube. O pensamento de sermos bicampeões não nos vai passar pela cabeça; vamos ser muito humildes e encarar todos os jogos como finais, tal como fizemos na época passada”, completou.
“Camisola 2? Quero continuar a seguir o meu caminho”
A terminar, Diogo Costa (que só nos últimos dias foi reintegrado no plantel às ordens do treinador italiano Francesco Farioli, por conta da participação no Campeonato do Mundo) esclareceu os motivos pelos quais optou por recusar o desafio lançado publicamente por André Villas-Boas relativamente à utilização da camisola número 2.
“Primeiramente, fico extremamente grato ao nosso presidente por me ter atribuído esse desafio. Fico muito honrado e orgulhoso por me ver como uma pessoa importante neste clube, mas acho que seguir o meu trajeto também seria importante”, refletiu, a propósito de um gesto que tinha como objetivo homenagear Jorge Costa.
“O que aconteceu com o Jorge é algo que está muito fresco na minha memória e acho que é algo que devemos continuar a honrar e a homenagear. Foi muito por aí, por querer continuar a seguir o meu caminho, mas respeitando esse legado que esse número tem”, rematou.


